sábado, 3 de setembro de 2011

O Esqueleto de Ouro - Parte 1

Numa época muito remota e num lugar muito distante daqui vivia um homem muito rico,



que tinha ganância por ouro. Sua ganância era tanta que o fazia comprar todo o ouro que lhe ofereciam.

E o ouro que não lhe ofereciam, mas que descobria que alguém o possuía, ele o comprava também, porque propunha pagar um valor muito acima do de mercado e o dono do metal precioso não resistia, vendia tudo a ele todo ouro que tinha, imediatamente.


Esse homem, depois de adquirir uma grande quantidade de ouro, decidiu construir um esqueleto, que deveria ser do tamanho dele próprio e ter o formato dos ossos tão fortes e robustos como ele achava que fossem os dele.

Media esse homem quase dois metros de altura. Para ser mais exato, a medida de sua altura era um metro e noventa e oito centímetros. O esqueleto, portanto, deveria ter essa medida.

Pensando dessa maneira, contratou alguns especialistas a fim de que descobrissem o formato de seus ossos e calculassem o peso exato de seu esqueleto. Missão que seria quase impossível, na época, por causa da inexistência de instrumentos sofisticados, como a maioria dos que existe hoje.

Entretanto, por ser esse homem muito rico, não teve praticamente nenhuma dificuldade para convencer os estudiosos a lhe ajudarem nesse intento tão extraordinário. Tão fora de propósito. E ainda por cima, tão maluco.

De posse de todos os relatórios fornecidos pelos especialistas, contratou um ourives de sua confiança e adiantou-lhe uma considerável soma de dinheiro, para que iniciasse a construção de sua obra magnífica, isto é, de seu famigerado esqueleto de ouro do tamanho dele próprio.

- Será minha obra prima – elogiou-se o ourives, logo após a contratação do serviço. – E lhe garanto que ficará na história.

- Tenho certeza que sim – disse o Sr. Khaled, exibindo um sorriso irônico e escondendo seu intento de matar o ourives tão logo a obra ficasse pronta.


- Decerto que ficará na história e o senhor, famoso – disse-lhe o Sr. Kaled.

O ourives sorriu vaidoso e pensou: “E muito rico também”.


nrelate

Recomende no Google+